Clássico de Frank Baum está de volta em filme da Disney e novas traduções para o português.
Dois lançamentos e uma reedição acompanham, no mercado editorial, a chegada do filme Oz: The Great and Powerful (Oz: mágico e poderoso), uma produção da Walt Disney prevista para estrear na próxima sexta-feira (08/03) no Brasil. Apesar do nome, a película de 200 milhões de dólares não é bem uma versão do clássico The Wonderful Wizard of Oz, de Frank Baum, publicado em maio de 1900. Dirigido por Sam Raimi, o filme cria uma história para o Mágico de Oz anterior à narrativa de Baum, que escreveu 14 livros sobre o reino de Oz, mas nada sobre a vida do personagem.
Diferentemente do filme, as obras que acompanham o lançamento cinematográfico são versões fiéis do livro, traduzido para o português pela Zahar e pela Tordesilhas, em edições de 2013, e pela Leya, em uma edição de 2011. Todas essas versões, no entanto, adotam o título escolhido para o musical de 1902 e o filme de 1939, com Judy Garland, ou simplesmente O mágico de Oz.
Além da qualidade literária, uma das coisas que mais chama a atenção na obra são as inúmeras interpretações que foram feitas, a partir do texto, sobre a situação política e econômica dos Estados Unidos na época do lançamento. Ora, na virada do século XIX para o XX, os norte-americanos estiveram envolvidos com temas que, de fato, lançaram o país no ambiente moderno internacional, assuntos como a adoção do padrão-ouro e a participação na guerra contra a Espanha, em 1898.
Sobre as interpretações, ao que tudo indica, tudo começa em 1964, quando o historiador Henry Littlefield publicou um artigo no qual sugere que a "estrada dos tijolos amarelos" (yellow brick road, no original) representa o padrão-ouro, e os sapatos de prata, que no filme são de rubi, o movimento em prol da manutenção deste metal como meio de pagamento no mercado americano da época – numa proporção (cambial) de 16 para 1 entre a prata e o ouro.
Em meio ao contraste entre a modernização do Leste e a recente ocupação do Oeste, entre a industrialização e o comércio internacional e a vida no campo selvagem, alguns autores afirmam que Dorothy, ingênua, jovem e simples, representa o "homem comum", que, ao seguir pelo caminho do ouro, chega à Cidade das Esmeraldas (Emerald City), símbolo da enganosa prosperidade gerada pela cédula verde de papel. Ao chegar lá, Dorothy descobre que a cidade é comandada por um farsante (o mágico), que se utiliza de técnicas publicitárias enganosas para ludibriar as pessoas a acreditar que ele é benevolente, sábio e poderoso, quando é, na verdade, egoísta e cruel.
Além disso, outras sugestões foram a de que o espantalho é uma representação dos fazendeiros americanos da época, em situação de penúria frente à inserção do país na divisão de trabalho internacional; a de que o homem de lata é uma representação da indústria americana, que se esforçava para sobreviver em meio à concorrência externa; e a de que o leão é uma representação da performance militar americana na guerra contra a Espanha, declarada em 17 de abril de 1898 pelo presidente William McKinley, frente aos relatos de abuso dos espanhóis contra os rebeldes cubanos que lutavam pela independência da ilha.
Já, naquela época, os Estados Unidos entravam em guerra buscando respaldo a uma intervenção supostamente obrigatória em face de razões humanitárias: "A obrigatória intervenção dos Estados Unidos, como um país neutro, para dar fim à guerra, de acordo com os princípios da humanidade e seguindo históricos precedentes de países que interferiram para evitar a perda desnecessária de vidas em nações vizinhas, é justificada pela razão", afirmou McKinley em seu discurso de guerra ao Congresso.
Sobre a obra de Frank Baum, o excelente e impressionante compêndio sobre a história americana – America, Past and Present – de Robert A. Divine, T.H. Breen, George M. Fredrickson, R. Hal Williams, Ariela J. Gross e H.W. Brands, conta que o Kansas, estado de Dorothy, foi assolado por uma série de secas desde 1897 e que, em alguns condados, a situação fez com que três a cada quatro propriedades rurais fossem hipotecadas. Nesse contexto, muitos colonizadores voltaram para o Leste, outros depositaram suas esperanças no movimento dos produtores agrícolas pela manutenção da prata, que permitia uma cunhagem muito mais livre. Para eles, mais moeda significava mais dinheiro no mercado, mais consumo, preços mais elevados dos produtos agrícolas e mais prosperidade.
Segundo os historiadores, Dorothy (o cidadão comum americano) é levada por um ciclone, que simbolizaria a vitória do movimento pela prata. Assim, a filha dos fazendeiros é arrastada do seco estado do Kansas para um mundo maravilhoso de riquezas, cores e bruxas. Logo em seu primeiro momento em Oz, Dorothy se livra da Malvada Bruxa do Leste, que representa, para os autores, o capital industrial da região e aqueles a favor do ouro, e liberta os Munchkins (o povo) da servidão.
No caminho pela "estrado dos tijolos amarelos", vestida com sapatos de prata, Dorothy conhece o espantalho (o fazendeiro), que, é dito, não tem cérebro, mas possui grande senso comum; o homem de lata (o trabalhador industrial), que teme ter perdido seu coração mas redescobre, ao longo da história, seu espírito de compaixão e cooperação; e o leão (os reformistas, em especial o político William Jennings Bryan), que ao fechar das cortinas não se mostra assim tão covarde – os Estados Unidos venceram a guerra contra a Espanha em 1898, anexando inclusive as Filipinas no conflito.
Ao fim, quando os quatro chegam à Cidade das Esmeraldas e encontram o Mágico de Oz, este lhes diz que só os ajudará se eles se livrarem da Bruxa Má do Oeste, que representaria as firmas de hipoteca, a natureza selvagem ou qualquer outra coisa que estivesse impedindo o progresso na região. Dorothy, que vem da seca, consegue o feito com um balde d'água.
domingo, 3 de março de 2013
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Political Journeys: Derrida em Salvador
Estar em Salvador é como estar na Índia, em especial em Goa, só que mais perto. O susto com a religiosidade exacerbada comum nessas bandas, por exemplo, aparece na capital baiana logo no caminho do aeroporto, com o tamanho da Catedral da Fé, da Igreja Universal do Reino de Deus. As comidas, os cheiros, as pessoas, os sotaques e os termos de todos os cantos do nordeste e do país se espremem entre o mar e o morro em ruas estreitas, que muitas vezes contrastam com as novas construções hipermodernas da parte mais nova da cidade.
E, como os indianos, os soteropolitanos e seus agregados trazem em si uma densidade que não poderia vir de nenhum lugar, mas dali. Em meio a lambretas e todos os tipos de frutos do mar, discute-se, entre outras coisas, o potencial da deliberação para o incremento das democracias contemporâneas, como a internet pode abrigar instituições, manifestações e todo tipo de intenções políticas e que efeitos isso pode trazer para a sociedade.
Nesse metapensamento, o professor Nelson Russo de Moraes, por exemplo, apresentou um trabalho interessante sobre a presença da contabilidade pública municipal na internet. Segundo ele, cerca de dois terços dos maiores municípios brasileiros disponibilizam de forma razoavelmente eficaz suas contas públicas na rede, como preveem as leis de transparência aprovadas no país desde a Constituição de 88 e a redemocratização (como sugiro neste livro, nosso tempo histórico-político parece ser a continuidade de um processo iniciado em meados dos anos 1980).
Apesar da boa notícia, no entanto, a constatação não permite ir muito longe. Numa era sem precedentes de possibilidades no acesso à informação, talvez nunca tenha se visto um cidadão tão apático com relação à política e os políticos. Ora, quem é que vai ficar na internet vendo a planilha das contas públicas do município?
Uma figura possível é o jornalista, em especial o jornalista investigativo, e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo tem feito um trabalho excelente formando, em muitas faculdades e jornais do país, jornalistas investigativos especializados em apurar dados públicos pela internet. Mas o cidadão idealizado, esse que fica à noite na rede "controlando o Estado", não é muito mais que um ente abstrato, metafísico, capaz de mudar a vida social em apenas um clique.
Ao fim, volta-se de Salvador com aquela estranha sensação de que as coisas são por demais complexas, primeiro passo fundamental para qualquer pesquisa científica.
E, como os indianos, os soteropolitanos e seus agregados trazem em si uma densidade que não poderia vir de nenhum lugar, mas dali. Em meio a lambretas e todos os tipos de frutos do mar, discute-se, entre outras coisas, o potencial da deliberação para o incremento das democracias contemporâneas, como a internet pode abrigar instituições, manifestações e todo tipo de intenções políticas e que efeitos isso pode trazer para a sociedade.
Nesse metapensamento, o professor Nelson Russo de Moraes, por exemplo, apresentou um trabalho interessante sobre a presença da contabilidade pública municipal na internet. Segundo ele, cerca de dois terços dos maiores municípios brasileiros disponibilizam de forma razoavelmente eficaz suas contas públicas na rede, como preveem as leis de transparência aprovadas no país desde a Constituição de 88 e a redemocratização (como sugiro neste livro, nosso tempo histórico-político parece ser a continuidade de um processo iniciado em meados dos anos 1980).
Apesar da boa notícia, no entanto, a constatação não permite ir muito longe. Numa era sem precedentes de possibilidades no acesso à informação, talvez nunca tenha se visto um cidadão tão apático com relação à política e os políticos. Ora, quem é que vai ficar na internet vendo a planilha das contas públicas do município?
Uma figura possível é o jornalista, em especial o jornalista investigativo, e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo tem feito um trabalho excelente formando, em muitas faculdades e jornais do país, jornalistas investigativos especializados em apurar dados públicos pela internet. Mas o cidadão idealizado, esse que fica à noite na rede "controlando o Estado", não é muito mais que um ente abstrato, metafísico, capaz de mudar a vida social em apenas um clique.
Ao fim, volta-se de Salvador com aquela estranha sensação de que as coisas são por demais complexas, primeiro passo fundamental para qualquer pesquisa científica.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Salve a data: 14 de março
Lançamento de "O Brasil depois da Guerra Fria: como a
democracia transformou o país na virada do século", que chega esta
semana às livrarias: dia 14 de março, quinta-feira, das 19h às 22h, na
Livraria Timbre, no Shopping da Gávea, no Rio de Janeiro.
www.ituassu.com.br
O Brasil depois da Guerra Fria
Como a democracia transformou
"Um raro e belo enunciado das origens esquecidas de nossos dilemas contemporâneos”, Gustavo H.B. Franco, professor do Departamento de Economia da PUC-Rio, presidente do Banco Central do Brasil (1997-1999).
"Um livro brilhante, que se tornará referência obrigatória no tema", Moises Naim, pesquisador no Carnegie Endowment for International Peace, colunista de Mundo da Folha de São Paulo.
"Uma oportunidade de pensar sobre o passado, o presente e o futuro do país”, Letícia Pinheiro, professora do Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio.
www.ituassu.com.br
O Brasil depois da Guerra Fria
Como a democracia transformou
o país na virada do século
"Um raro e belo enunciado das origens esquecidas de nossos dilemas contemporâneos”, Gustavo H.B. Franco, professor do Departamento de Economia da PUC-Rio, presidente do Banco Central do Brasil (1997-1999).
"Um livro brilhante, que se tornará referência obrigatória no tema", Moises Naim, pesquisador no Carnegie Endowment for International Peace, colunista de Mundo da Folha de São Paulo.
"Uma oportunidade de pensar sobre o passado, o presente e o futuro do país”, Letícia Pinheiro, professora do Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio.
Esta semana nas livrarias.
Uma parceria entre a Editora PUC-Rio e a Editora Apicuri.
Veja a página do livro na Editora Apicuri.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
O Brasil depois da Guerra Fria: primeiro capítulo
Como a democracia
transformou o país
na virada do
século. Leia
o primeiro capítulo
do livro que chega em
fevereiro às
livrarias,
lançamento
será em abril. Uma
parceria das editoras
PUC-Rio e Apicuri.
www.ituassu.com.br
www.ituassu.com.br
domingo, 13 de janeiro de 2013
Internet, democracia e mediação
A universidade como
lugar para o avanço
de espaços
comunicativos mediadores
da
representação
política no Brasil.
Artigo
publicado na revista Contemporânea,
editada pelo Programa de
Pós-Graduação
em
Comunicação
e Cultura
Contemporânea, na
Faculdade de
Comunicação
da Universidade Federal da
Bahia, Brasil.
www.ituassu.com.br
www.ituassu.com.br
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
O site está de férias
Volta em 14/01/2013.
Veja os posts mais lidos do ano:
O mito da América dividida (07/11)
O legado da Crise dos Mísseis (18/10)
A Doutrina Obama (20/09)
Por que a Rio+20 não deu certo (25/06)
O mundo G-Zero de Ian Bremmer (02/05)
O estado do mundo, 2012 (05/04)
Veja os posts mais lidos do ano:
O mito da América dividida (07/11)
O legado da Crise dos Mísseis (18/10)
A Doutrina Obama (20/09)
Por que a Rio+20 não deu certo (25/06)
O mundo G-Zero de Ian Bremmer (02/05)
O estado do mundo, 2012 (05/04)
O Brasil depois da Guerra Fria
Compre
Veja os comentários sobre o livro e o autor:
“1989 é o assunto central desse precioso livro. Diferentemente de 1968, que se esgota em si mesmo, 1989 é o verdadeiro começo do século XXI. Ituassu nos revela de forma impressionante como o nosso cotidiano em 2012 tinha acabado de ser descoberto em 1989, uma espécie de revelação, depois de uma página virada. Na verdade, são diversas páginas arrancadas do livro: o socialismo ruiu, com toda a sua carga simbólica. No Brasil, verifica-se o colapso do desenvolvimentismo inflacionista e uma eleição presidencial que se repete desde então, onde se mesclam o velho e o novo e se inicia o debate sobre inflação, reformas, abertura, globalização e o tamanho do Estado. É possível dizer, conforme se vê pela crônica de 1989, que ali começou um novo ciclo, para o qual não parece haver desfecho. O livro de Arthur Ituassu é um raro e belo enunciado das origens esquecidas de nossos dilemas contemporâneos”, Gustavo H.B. Franco, professor do Departamento de Economia da PUC-Rio, presidente do Banco Central do Brasil entre 1997 e 1999.
"Com base em meticulosa pesquisa nos jornais Folha de S. Paulo e O Globo, Arthur Ituassu mostra como 1989 foi um ano de crise e de oportunidade, no exterior e no Brasil. A queda do Muro de Berlim marcou o colapso dos regimes comunistas tutelados pela URSS e ofereceu a chance de os países do Leste europeu recuperarem suas identidades. A primeira eleição presidencial brasileira em um quarto de século assinalou não só o fim da ditadura implantada em 1964, mas também e sobretudo a falência do modelo isolacionista de (sub)desenvolvimento, além do início de um debate sobre o nível desejável de intervenção do Estado na economia. O mundo atingia um grau de interdependência – a expressão “globalização” logo se tornou pejorativa – inédito até então. Ituassu explica, sem recair em qualquer forma de reducionismo maniqueísta, como começou em 1989 o lento movimento de abertura do Brasil às nações amigas, que percorreu e percorre os governos Collor, Itamar, Fernando Henrique, Lula e Dilma", Arthur Dapieve, jornalista, editor, professor do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio.
“O mundo mudou em 1989, junto com ele o Brasil. Enquanto muito já foi escrito sobre as transformações globais geradas pelos eventos daquele ano, pouco se encontra sobre o impacto dessas mudanças no Brasil. Arthur Ituassu preenche essa lacuna com um livro brilhante, que se tornará referência obrigatória no tema", Moises Naim, pesquisador no Carnegie Endowment for International Peace, em Washington, colunista de Mundo da Folha de São Paulo.
“Para os que testemunharam o período, o livro de Arthur Ituassu é um generoso convite a rever esse tempo com suas múltiplas facetas e inacreditável potencial de mudança. Para os que por sua tenra idade ainda não acompanhavam as notícias ou para os que ainda nem faziam parte desse tempo, o livro é uma apresentação abrangente e instigante do cenário nacional e internacional da época. Para todos, uma oportunidade de pensar sobre o passado, o presente e o futuro do país”, Letícia Pinheiro, professora do Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio.
"Este livro reúne e comenta artigos publicados na imprensa brasileira, em 1989, o ano da virada, no Brasil e no mundo. Faz o levantamento dos temas que preocupavam políticos e analistas naquela época – a abertura econômica, o fim da Guerra Fria, a mudança no papel do Estado, a integração do Brasil no cenário mundial. É impressionante como estes comentadores, políticos e jornalistas, não conseguiram antecipar nada do cenário das duas décadas seguintes – a perda das ilusões, os conflitos gerados pela força crescente dos fundamentalismos, a destruição das Torres Gêmeas, o declínio da Europa. Estreiteza de visão de tantos analistas? Ou será que a imprevisibilidade faz parte da natureza das coisas políticas?",
"Em O Brasil depois da Guerra Fria, Arthur Ituassu oferece ao leitor que se viu envolvido pelo turbilhão de acontecimentos dos últimos anos do século XX a oportunidade de refletir sobre as transformações que atingiram o país em seu processo de redemocratização, em meio às mudanças que sacudiram o mundo. O livro é uma ferramenta fundamental também para que estudantes e jovens profissionais possam compreender os novos desafios que envolvem a consolidação da democracia política no país e sua integração em uma economia em que, cada vez mais, decisões locais terão repercussões planetárias", Mauro Silveira, jornalista e professor da PUC-Rio.
"Arthur Ituassu combina a formação acadêmica sólida em política e relações internacionais com a experiência jornalística para narrar, com maestria, as profundas transformações ocorridas no Brasil e no mundo a partir de 1989, ano que marca a confluência de várias tendências e o início de tantas outras, todas moldando a vida política das nações. Eventos e processos complexos – a redemocratização no Brasil e os desafios da estabilidade econômica, a globalização econômica e o fim da Guerra Fria, a força das ideias em seu tempo – vão-se entrelaçando e compondo um quadro indispensável para entender o mundo contemporâneo”, Braz Baracuhy, acadêmico e diplomata brasileiro em Pequim.
"A análise perspicaz de Arthur Ituassu da política e da sociedade brasileira enriquece o entendimento global deste país indispensável", David Hayes, editor do site britânico de análise política openDemocracy.
"Arthur Ituassu é uma referência imprescindível para se antecipar e compreender a evolução do Brasil como potência global", Roberto Guareschi, editor de América Latina do Project Syndicate.
"Arthur Ituassu mostra que a Guerra Fria não foi somente um confronto de grandes potências entre Estados Unidos e União Soviética, mas também definiu mentalidades e culturas políticas em países mais distantes do centro da disputa. Este livro conta a verdadeira história do pós-Guerra Fria no Brasil e traz uma luz para estudos semelhantes sobre outras nações", Zhenjiang Zhang, professor da Universidade Jinan, em Guangzhou, na China.
"Uma leitura valiosa para qualquer um interessado na história e na política contemporânea da nova democracia brasileira", Paul-Henri Bischoff, professor da Universidade Rhodes, na África do Sul.
"História, economia, política e mídia se encontram neste cuidadoso paralelo entre o mundo renascido dos escombros da Guerra Fria e o Brasil ávido por reformar o Estado paquidérmico e a economia agonizante", Carlos Alexandre, Correio Braziliense.
"Um paralelo vívido e instigante das mudanças na economia e na política no Brasil e no mundo na última década do século XX que, como mostra o autor, ajudaram a definir o ambiente político-econômico atual", Fernando Scheller, O Estado de São Paulo, autor de Paquistão, viagem à terra dos puros.
Assinar:
Postagens (Atom)




