segunda-feira, 1 de abril de 2013

Chávez, a esquerda na América do Sul e a crise da democracia

Neste artigo, publicado originalmente pelo Instituto para Pesquisas em Políticas Públicas (IPPR) do Reino Unido, Arthur Ituassu aponta os desafios das instituições democráticas no continente. Leia no Portal PUC-Rio Digital.

sexta-feira, 15 de março de 2013

O jornalismo na era das subjetividades

Semana de Debates do Curso de Jornalismo do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio.

Tema
O jornalismo na era das subjetividades: reflexões sobre a prática na sociedade da informação

Organizadores
Professor Dr. Arthur Ituassu, Coordenador do Curso de Jornalismo, Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio

Jornalista Dr. Rodrigo de Almeida, diretor editorial adjunto do Portal IG

Data, hora e local
19, 20 e 21 de março, de 9h às 13h, em duas sessões de 90m, na sala 102K, com transmissão ao vivo via internet pelo Portal PUC-Rio Digital.

Sessões
1. 19/03, 9h: Leonel Aguiar (COM/PUC-Rio) e Marcelo Beraba (Diretor - Grupo Estado) - A formação do jornalista;

2. 19/03: 11h: Rodrigo de Almeida (IG/Inteligência), Carla Rodrigues (COM/PUC-Rio, FIL/UFF) e Chico Otávio (COM/PUC-Rio, O GLOBO) - O jornalismo e a sociedade;

3. 20/03, 9h: Fernando Sá (COM/PUC-Rio) e Afonso de Albuquerque (COM/UFF) - O jornalismo e a política;

4. 20/03, 11h: Arthur Ituassu (COM/PUC-Rio) e Edgar Lyra (FIL/PUC-Rio) - Jornalismo, retórica e a construção social da realidade;

5. 21/03, 9h: Arthur Dapieve (COM/PUC-Rio, O GLOBO) e Paulo Roberto Pires (UFRJ/IMS - Revista Serrote) - O jornalismo e a cultura;

6. 21/03: 11h: Alexandre Carauta (COM/PUC-Rio) e Sidney Garambone (Rede Globo de Televisão) - O jornalismo e o entretenimento.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Lançamento: O Brasil depois da Guerra Fria

Como a democracia transformou o país na virada do século

Lançamento: quinta, 14/03, às 19h, na Livraria Timbre, Shopping da Gávea, Rio de Janeiro.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Between Heaven and Hell

Chavez, the South American left and the crisis of representative democracy. Arthur Ituassu @ Juncture (Institute for Public Policy Research).

domingo, 3 de março de 2013

O mágico de Oz e a história política americana

Clássico de Frank Baum está de volta em filme da Disney e novas traduções para o português.

Dois lançamentos e uma reedição acompanham, no mercado editorial, a chegada do filme Oz: The Great and Powerful (Oz: mágico e poderoso), uma produção da Walt Disney prevista para estrear na próxima sexta-feira (08/03) no Brasil. Apesar do nome, a película de 200 milhões de dólares não é bem uma versão do clássico The Wonderful Wizard of Oz, de Frank Baum, publicado em maio de 1900. Dirigido por Sam Raimi, o filme cria uma história para o Mágico de Oz anterior à narrativa de Baum, que escreveu 14 livros sobre o reino de Oz, mas nada sobre a vida do personagem.

Diferentemente do filme, as obras que acompanham o lançamento cinematográfico são versões fiéis do livro, traduzido para o português pela Zahar e pela Tordesilhas, em edições de 2013, e pela Leya, em uma edição de 2011. Todas essas versões, no entanto, adotam o título escolhido para o musical de 1902 e o filme de 1939, com Judy Garland, ou simplesmente O mágico de Oz.

Além da qualidade literária, uma das coisas que mais chama a atenção na obra são as inúmeras interpretações que foram feitas, a partir do texto, sobre a situação política e econômica dos Estados Unidos na época do lançamento. Ora, na virada do século XIX para o XX, os norte-americanos estiveram envolvidos com temas que, de fato, lançaram o país no ambiente moderno internacional, assuntos como a adoção do padrão-ouro e a participação na guerra contra a Espanha, em 1898.

Sobre as interpretações, ao que tudo indica, tudo começa em 1964, quando o historiador Henry Littlefield publicou um artigo no qual sugere que a "estrada dos tijolos amarelos" (yellow brick road, no original) representa o padrão-ouro, e os sapatos de prata, que no filme são de rubi, o movimento em prol da manutenção deste metal como meio de pagamento no mercado americano da época – numa proporção (cambial) de 16 para 1 entre a prata e o ouro.

Em meio ao contraste entre a modernização do Leste e a recente ocupação do Oeste, entre a industrialização e o comércio internacional e a vida no campo selvagem, alguns autores afirmam que Dorothy, ingênua, jovem e simples, representa o "homem comum", que, ao seguir pelo caminho do ouro, chega à Cidade das Esmeraldas (Emerald City), símbolo da enganosa prosperidade gerada pela cédula verde de papel. Ao chegar lá, Dorothy descobre que a cidade é comandada por um farsante (o mágico), que se utiliza de técnicas publicitárias enganosas para ludibriar as pessoas a acreditar que ele é benevolente, sábio e poderoso, quando é, na verdade, egoísta e cruel.

Além disso, outras sugestões foram a de que o espantalho é uma representação dos fazendeiros americanos da época, em situação de penúria frente à inserção do país na divisão de trabalho internacional; a de que o homem de lata é uma representação da indústria americana, que se esforçava para sobreviver em meio à concorrência externa; e a de que o leão é uma representação da performance militar americana na guerra contra a Espanha, declarada em 17 de abril de 1898 pelo presidente William McKinley, frente aos relatos de abuso dos espanhóis contra os rebeldes cubanos que lutavam pela independência da ilha.

Já, naquela época, os Estados Unidos entravam em guerra buscando respaldo a uma intervenção supostamente obrigatória em face de razões humanitárias: "A obrigatória intervenção dos Estados Unidos, como um país neutro, para dar fim à guerra, de acordo com os princípios da humanidade e seguindo históricos precedentes de países que interferiram para evitar a perda desnecessária de vidas em nações vizinhas, é justificada pela razão", afirmou McKinley em seu discurso de guerra ao Congresso.

Sobre a obra de Frank Baum, o excelente e impressionante compêndio sobre a história americana – America, Past and Present – de Robert A. Divine, T.H. Breen, George M. Fredrickson, R. Hal Williams, Ariela J. Gross e H.W. Brands, conta que o Kansas, estado de Dorothy, foi assolado por uma série de secas desde 1897 e que, em alguns condados, a situação fez com que três a cada quatro propriedades rurais fossem hipotecadas. Nesse contexto, muitos colonizadores voltaram para o Leste, outros depositaram suas esperanças no movimento dos produtores agrícolas pela manutenção da prata, que permitia uma cunhagem muito mais livre. Para eles, mais moeda significava mais dinheiro no mercado, mais consumo, preços mais elevados dos produtos agrícolas e mais prosperidade.

Segundo os historiadores, Dorothy (o cidadão comum americano) é levada por um ciclone, que simbolizaria a vitória do movimento pela prata. Assim, a filha dos fazendeiros é arrastada do seco estado do Kansas para um mundo maravilhoso de riquezas, cores e bruxas. Logo em seu primeiro momento em Oz, Dorothy se livra da Malvada Bruxa do Leste, que representa, para os autores, o capital industrial da região e aqueles a favor do ouro, e liberta os Munchkins (o povo) da servidão.

No caminho pela "estrado dos tijolos amarelos", vestida com sapatos de prata, Dorothy conhece o espantalho (o fazendeiro), que, é dito, não tem cérebro, mas possui grande senso comum; o homem de lata (o trabalhador industrial), que teme ter perdido seu coração mas redescobre, ao longo da história, seu espírito de compaixão e cooperação; e o leão (os reformistas, em especial o político William Jennings Bryan), que ao fechar das cortinas não se mostra assim tão covarde – os Estados Unidos venceram a guerra contra a Espanha em 1898, anexando inclusive as Filipinas no conflito.

Ao fim, quando os quatro chegam à Cidade das Esmeraldas e encontram o Mágico de Oz, este lhes diz que só os ajudará se eles se livrarem da Bruxa Má do Oeste, que representaria as firmas de hipoteca, a natureza selvagem ou qualquer outra coisa que estivesse impedindo o progresso na região. Dorothy, que vem da seca, consegue o feito com um balde d'água.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Political Journeys: Derrida em Salvador

Estar em Salvador é como estar na Índia, em especial em Goa, só que mais perto. O susto com a religiosidade exacerbada comum nessas bandas, por exemplo, aparece na capital baiana logo no caminho do aeroporto, com o tamanho da Catedral da Fé, da Igreja Universal do Reino de Deus. As comidas, os cheiros, as pessoas, os sotaques e os termos de todos os cantos do nordeste e do país se espremem entre o mar e o morro em ruas estreitas, que muitas vezes contrastam com as novas construções hipermodernas da parte mais nova da cidade.

E, como os indianos, os soteropolitanos e seus agregados trazem em si uma densidade que não poderia vir de nenhum lugar, mas dali. Em meio a lambretas e todos os tipos de frutos do mar, discute-se, entre outras coisas, o potencial da deliberação para o incremento das democracias contemporâneas, como a internet pode abrigar instituições, manifestações e todo tipo de intenções políticas e que efeitos isso pode trazer para a sociedade.

Nesse metapensamento, o professor Nelson Russo de Moraes, por exemplo, apresentou um trabalho interessante sobre a presença da contabilidade pública municipal na internet. Segundo ele, cerca de dois terços dos maiores municípios brasileiros disponibilizam de forma razoavelmente eficaz suas contas públicas na rede, como preveem as leis de transparência aprovadas no país desde a Constituição de 88 e a redemocratização (como sugiro neste livro, nosso tempo histórico-político parece ser a continuidade de um processo iniciado em meados dos anos 1980).

Apesar da boa notícia, no entanto, a constatação não permite ir muito longe. Numa era sem precedentes de possibilidades no acesso à informação, talvez nunca tenha se visto um cidadão tão apático com relação à política e os políticos. Ora, quem é que vai ficar na internet vendo a planilha das contas públicas do município?

Uma figura possível é o jornalista, em especial o jornalista investigativo, e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo tem feito um trabalho excelente formando, em muitas faculdades e jornais do país, jornalistas investigativos especializados em apurar dados públicos pela internet. Mas o cidadão idealizado, esse que fica à noite na rede "controlando o Estado", não é muito mais que um ente abstrato, metafísico, capaz de mudar a vida social em apenas um clique.

Ao fim, volta-se de Salvador com aquela estranha sensação de que as coisas são por demais complexas, primeiro passo fundamental para qualquer pesquisa científica.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Salve a data: 14 de março

Lançamento de "O Brasil depois da Guerra Fria: como a democracia transformou o país na virada do século", que chega esta semana às livrarias: dia 14 de março, quinta-feira, das 19h às 22h, na Livraria Timbre, no Shopping da Gávea, no Rio de Janeiro.

www.ituassu.com.br

O Brasil depois da Guerra Fria
Como a democracia transformou
o país na virada do século

"Um raro e belo enunciado das origens esquecidas de nossos dilemas contemporâneos”, Gustavo H.B. Franco, professor do Departamento de Economia da PUC-Rio, presidente do Banco Central do Brasil (1997-1999).

"Um livro brilhante, que se tornará referência obrigatória no tema", Moises Naim, pesquisador no Carnegie Endowment for International Peace, colunista de Mundo da Folha de São Paulo.

"Uma oportunidade de pensar sobre o passado, o presente e o futuro do país”, Letícia Pinheiro, professora do Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio.

Esta semana nas livrarias.
Uma parceria entre a Editora PUC-Rio e a Editora Apicuri.
Veja mais comentários sobre a obra.
Leia o primeiro capítulo.
Veja a página do livro na Editora Apicuri.